Vagner Mancini mudou toda a perspectiva sobre o grupo corintiano. Com autoridade, personalidade, goleou o Fluminense. 5 a 0 foi até pouco

O clube que estava ameaçado de rebaixamento se recuperou nas mãos de Vagner Mancini. 

A campanha era preocupante.

Era o 17º colocado no Brasileiro, no dia 12 de outubro.

Hoje, três meses depois, é o oitavo colocado.

Com uma partida a menos.

E jogando cada vez melhor.

São sete jogos sem derrotas.

Misturando atitude com intensidade, o time goleou o Fluminense, o sétimo colocado.

Incríveis 5 a 0.

Gols de Jô, Cazares, Fagner, Mateus Vital e de Luan.

A maior goleada da história do Corinthians sobre o Fluminense.

O sistema defensivo organizado por Marcão, o 4-5-1, desmoronou diante da fluidez do time montado por Mancini, com suas linhas próximas, Fagner pronto para atuar aberto, como ponta. E, discretamente, Fábio Santos atuando muitas vezes como terceiro zagueiro.

Mancini recuperou Cazares. Fez o meia-atacante voltar a se interessar pelo futebol, treinar sério. E, bem preparado fisicamente, é um jogador muito produtivo.

Jô também se esforçou para perder peso, ganhar agilidade.

Gabriel tem marcado muito bem na intermediária, esqueceu sua mania de dar pontapés desnecessários.

E o mais importante, a confiança foi reconquistada.

Porque os jogadores entenderam e se dedicam ao sistema de jogo.

O domínio das intermediárias.

A objetividade nos contragolpes.

Com os meio-campistas e os atacantes buscando o gol adversário em bloco.

Hoje houve um ponto a mais.

Mancini foi cruel.

Explorou do início ao final da partida o ponto fraco do Fluminense.

Danilo Barcelos.

O lateral-esquerdo é fraco na marcação.

E a cobertura de Matheus Ferraz não funciona.

Pela lentidão do zagueiro. 

Todos os gols corintianos aconteceram pela direita.

Não foi coincidência.

Marcão não reagiu e permitiu os corintianos fazendo triangulação e infiltrações às costas do lateral. 

Os jogadores do Fluminense tentavam lutar, se defender.

Mas havia muita liberdade para os corintianos.

O time carioca estava espaçado.

Faltava articulação, movimentação.

Fred, aos 37 anos, era a referência do ataque.

Mas muito lento, não conseguia fazer o básico, o trabalho de pivô.

Nem brigar com a zaga nos cruzamentos, lançamentos

O ídolo do Fluminense envelheceu em todos os sentidos para o futebol moderno.

Os cinco que deveriam formar o meio-campo,  Yuri, Michel Araújo (Nenê), Hudson (Lucca), Yago Felipe e Wellington Silva (Caio Paulista), estiveram dispersos. Desentrosados. Mal treinados.

O Corinthians sobe no Brasileiro na hora certa.

Encontrou sua maneira de jogar.

Fazendo da intensidade uma maneira de se proteger.

E também de ser ofensivo.

Defendendo e atacando em bloco.

Virou um Corinthians impressionante…

Fonte: R7

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