O homem utilizava as redes sociais para aplicar golpes em turistas que procuram imóveis para locação

Uma mulher de Guarapari descobriu, através de um amigo, que a casa que aluga para temporada, na Enseada Azul, é utilizada por um homem para aplicar golpes em turistas que procuram imóveis para locação. A descoberta ocorreu na última terça-feira (20), e a responsável pelo imóvel registrou o Boletim de Ocorrência, além de ter conseguido evitar que uma turista de Minas Gerais sofresse prejuízos ao depositar o valor pedido pelo suposto golpista.

Apresentado como Flávio Cândido, o rapaz utiliza o Facebook para atrair vítimas. Foi através da rede social que uma mineira, que preferiu não se identificar, iniciou o processo de locação. “Eu procurei casas para o réveillon em Guarapari e vi que ele comentava em vários posts sobre ter disponibilidade de imóveis, nossa conversa inicial foi no Messenger. Depois ele pediu meu número de telefone para me passar mais detalhes”,

Em busca de imóveis na Enseada Azul, o golpista apresentou à turista duas opções no bairro, além de uma em Meaípe e um apartamento na Praia do Morro. Dentre as sugestões, estava o imóvel de uma comerciante, que foi surpreendida ao tomar conhecimento. “Um amigo em comum meu e da possível vítima veio me questionar se eu tinha casa para alugar; respondi que sim, mas para o período de réveillon já estava alugada. Então logo ele percebeu que a amiga estava caindo em um golpe e me enviou todo o diálogo feito entre o Flávio e a moça”.

A proprietária do imóvel registrou o Boletim de Ocorrência e lamenta o fato de que mais pessoas possam ser enganadas. “Registrei o Boletim, mas como tudo dele pode ser falso, como perfil no Facebook, nome e número de telefone, a polícia não vai conseguir interromper o crime, imagino, pois a investigação ocorre na cidade origem da agência bancária, e essa informação não tivemos. Então ele vai enganar muita gente. Meu medo é chegar pessoas aqui buscando pela casa, e eu não ser a responsável pela atitude de um golpista”.

Flávio Cândido utiliza o telefone com DDD de Minas Gerais 033 8454-8094 e informa que libera o número da conta para depósito de 50% apenas após o interessado assinar contrato e registrar em cartório. Para isso, ele solicita que a vítima envie nome, RG e endereço, e o contrato é enviado via PDF.

A desconfiança

Com outras vítimas de golpe na família, a turista mineira se atentou aos detalhes, antes de verificar com o amigo em comum à proprietária. “Meu primo foi vítima do mesmo tipo de golpe, para uma casa em Búzios. Quando vi que no Facebook ele não tinha tantos amigos, possuía apenas foto de capa e perfil, e no WhatsApp a foto era a mesma do Facebook; logo desconfiei. Para a minha sorte, o meu amigo mora no bairro do apartamento que eu iria alugar, então pedi para ele confirmar a existência e coincidentemente, ele é amigo da dona. O Flávio foi informado que o meu amigo iria ao local para conhecer o espaço, mas na hora de agendar a visita, ele inventou uma desculpa e depois parou de responder”, explica a turista.

Orientação da Polícia Civil

Para evitar novos casos, a equipe do Folhaonline.es buscou a Polícia Civil. Por meio de nota, como orientação, a assessoria respondeu:

“A Polícia Civil orienta que as vítimas desse tipo de caso registrem a ocorrência podendo comparecer pessoalmente a uma delegacia ou realizar o registro por meio da Delegacia Online, https://delegaciaonline.sesp.es.gov.br , para que a Polícia Civil tome ciência do caso e inicie as investigações. A investigação é presidida pela Polícia Civil da cidade onde se encontra a agência bancária que recebe o depósito oriundo do golpe. Ou seja, se a conta bancária for aberta em Belo Horizonte, por exemplo, a investigação ficará a cargo da Polícia Civil de Minas Gerais, que poderá solicitar auxílio à Polícia Civil de outros Estados, se julgar necessário. A Polícia Civil orienta que pessoas que desejam alugar imóveis se certifiquem da veracidade do anúncio, exijam a assinatura de um contrato de locação e, de preferência, visitem o imóvel antes de fechar o contrato ou realizar qualquer pagamento“. 

Fonte: Folha Vitória

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