Pluma descoberta em 1861, na Alemanha, pertencia a um Archaeopteryx, dinossauro e pássaro pré-histórico que viveu há cerca de 150 milhões de anos

Uma equipe de pesquisadores liderada pelo paleantólogo e cientista digital da Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos, Ryan Carney, confirmou uma hipótese que permaneceu incerta durante mais de um século e meio: a de que a pena fóssil mais antiga do mundo, descoberta em 1861, na Alemanha, pertencia a espécie Archaeopteryx – um pássaro pré-histórico com algumas caracterísitcas de dinossauro que viveu há cerca de 150 milhões de anos. O estudo foi publicado na quarta-feira (30) na revista Scientific Reports.

Até o momento, cientistas divergiam opiniões sobre a origem da pluma-histórica. Um estudo comandado pelo pesquisador Michael Pittman, da Universidade de Hong Kong e divulgado em 2019, concluiu que a primeira pena fóssil descoberta não pertencia a ave Archaexopteryx, alegando que sua curvatura era severa demais para pertencer à espécie.

Para refutar a hipótese, o primeiro passo da equipe de Carney foi expandir o conjunto de comparação de penas do estudo de 2019. A partir desse processo, concluiu-se que a forma das plumas variava amplamente ao longo da asa de um determinado pássaro e de espécie para espécie.

Em seguida, os pesquisadores refizeram a linha central da pena fóssil elaborada anteriormente. Segundo eles, a nova linha central, menos curva do que a sugerida em 2019, se enquadra no “conjunto expandido de penas” e poderia, de fato, caber na asa de um Archaeopteryx.

Para se certificar de sua hipótese, os cientistas examinaram o único fóssil conhecido da espécie que preserva as impressões das superfícies superiores das asas, e constaram que o vestígio era praticamente idêntico a plumagem da asa em termos de estrutura. “Fiquei surpreso com a semelhança entre eles”, afirmou Carney à National Geographic.

A evidência mais convincente que a equipe encontrou para sustentar sua tese, no entanto, se deu ao analisar mapas de calcários na região de Solnhofen, no sul da Alemanha, onde 13 fósseis de Archaeopteryx foram encontrados: constatou-se que o local ficava a menos de 2,4km de onde a pena fóssil foi descoberta.

“Para mim, aquele [mapa] era tipo, bum, caso encerrado, porque não há outros dinossauros naquela região que tinham penas de vôo muito avançadas”, disse Carney.

Fonte: R7

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