Polícia esteve na residência do suspeito, mas ele não estava em casa. Diligências vão continuar durante esta quarta-feira (03)

O delegado responsável pelo caso, Cláudio Rodrigues Araújo, confirmou que as investigações indicam a participação do suplente do vereador Antônio Marcos Bonifácio de Souza (Cidadania) no sequestro do parlamentar. Josue Celirio teve prisão preventiva decretada e a polícia realiza diligências na região. O suspeito segue foragido. Fontes informaram à reportagem que policiais estiveram na casa de Josué na manhã desta quarta-feira (03), mas que ele não estava no local. As buscas irão continuar. 

Josue teve 303 votos nas eleições do ano passado e ficou na suplência de Antônio da Saúde, que foi eleito com 382 votos. Um dos suspeitos de também participar do crime, Ronivon Custodio Patrocínio, de 42 anos, foi detido no dia 25 de fevereiro, no município. Ele tinha um mandado de prisão em aberto por receptação. Na ocasião, o delegado afirmou que não havia dúvidas sobre a participação dele no sequestro. 

Entenda o caso

Antônio da Saúde contou à polícia que foi sequestrado no dia 17 de fevereiro, no município. O caso teria ocorrido enquanto ele se dirigia à Câmara para uma reunião. Ele relatou que foi levado por dois homens para uma região rural e, sob ameaças, obrigado a assinar um documento renunciando ao cargo de vereador. Depois, foi deixado em Viana.

“Foi uma grande tortura psicológica, ele estava com arma apontada pra cabeça o tempo todo. Ainda tiveram a audácia de mandar ele ligar pra Câmara e confirmar que enviaria alguém para entregar o documento no local comunicando a renúncia”, informou fonte que não quis se identificar.

Os vereadores que aguardavam Antônio da Saúde na Câmara desconfiaram da situação e pediram ajuda ao deputado estadual Hudson Leal (Republicanos), que é amigo do vereador. O deputado fez contato com a Promotoria de Justiça que atende a região e a orientação foi para que Antônio procurasse a polícia para registrar um boletim de ocorrência, o que foi feito no dia 19. 

O vereador, junto com Hudson, chegou a conversar com o secretário de Segurança Pública, Alexandre Ramalho, sobre o caso. “Conversamos sobre o sequestro relâmpago e tortura sofridos pelo vereador há alguns dias. Agradeço a atenção do secretário, que prontamente atendeu as nossas solicitações”, disse Hudson.

Fonte: Folha Vitória

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